Show em Vila Flor – RN

13 02 2009

Antiga Casa de Câmara e Cadeia, erigida  no periodo de 1743 a 1745

Antiga Casa de Câmara e Cadeia, erigida no período de 1743 a 1745


A pequena cidade de Vila Flor, (2.702 habitantes) interior do Rio Grande do Norte recebeu nesta quinta-feira 12, a Dupla DDD com muita alegria na abertura da Festa de Nossa Senhora do Desterro, padroeira do município…

Mas enquanto a gente prepara as fotos do evento, que tal conhecer um pouco da História da cidade?

VILA FLOR
Vila Flor localiza-se a 76 KM de Natal .
Como muitos outras cidades ou vilas do Brasil e do RN, o nome Vila Flor origina-se de uma localidade portuguesa , Conselho de Vila Flor, existente desde 1286, quando se chamava Póvoa de Além-Sabor, localizada na Região de Turismo Nordeste Transmontano. Esse costume foi adotado pela Carta Régia de 3 de maio de 1755 a qual determinava que os aldeamentos indígenas que se transformassem em vila passariam a ter nomes de comunas portuguesas.

No Rio Grande do Norte, Vila Flor tem sua origem na aldeia de Gramació, construída em uma légua quadrada de terra cedida pelo então governador, capitão-mor Antonio Vaz, aos índios tupis nos primórdios da capitania. Só em 1768, a aldeia de Gramació se tornou Vila Flor, por ato do Doutor Miguel Carlos Caldeira de C. Castelo Branco.

No ano de 1858 ocorreu a expulsão dos missionários jesuítas e a transferência da sede da localidade para o povoado de Uruá, que foi elevado à categoria de vila, tornando-se em seguida, município de Canguaretama.

Resta no local, num dos cantos do que foi a Praça Central, a antiga Casa de Câmara e Cadeia, erigida no período de 1743 a 1745. Esta construção era o principal edifício da localidade, feita em alvenaria de pedra e tijolos com dois pavimentos. No andar térreo,voltado para os fundos, ficava o cárcere, iluminado e arejado por duas janelas emolduradas de cantaria.

No segundo pavimento, janelas e nas três principais fachadas arcos de alvenaria. Telhado de quatro águas.

Igreja de Nossa Senhora do Desterro

Igreja de Nossa Senhora do Desterro

A “praça”, o quadrado ao redor do qual está a igreja e a antiga casa de cadeia, nos moldes de todas as povoações portuguesas, guarda possivelmente vestígios arqueológicos dos primórdios da Vila, a serem explorados.

Na divisão religiosa da época de fundação das Vilas no RN, Vila Flor,originalmente Aldeia de Gramació ,era confiada a um missionário do Carmo da Reforma, carmelitas da reforma Turônica, os quais tinham sede no convento de Goiana, Pernambuco.

Conforme Cascudo,na fachada da Igreja de Vila Flor, antiga missão indígena de Gramació, existia a seguinte inscrição: “ No anno de 1743, Governor do Sup. Pe. Notor. P.F(Padre Frei) André de Sacramento, principiou esta igreja e acabou em janeiro de 1745. Reedificada na adm. De Francisco Xavier de Mattos, no anno de 1843.”

Esta é a Igreja de Nossa Senhora do Desterro, ainda bela, e que pode ser visitada guardando em seu interior toda a atmosfera dos tempos coloniais na capitania.

Textos de: Adriana Ortiz
E-mail: adrianaortiz@rntur.com

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28 08 2009
José Francisco de Souza

VISITANDO OS BLOGs DAS CIDADES DO RIO GRANDE DO NORTE, PERCEBI COMO É MARAVILHOSO O NOSSO RN.
Visite meu blog, e veja mais poesias;

http://poetazedelola.blogspot.com
POETA ZÉ DE LOLA: CIDADE: EQUADOR RN.

POESIA:
CONVERSANDO COM OS PÁSSAROS.

I
Mim diga o motivo
Conseqüência ou razão
Algum crime eu pratiquei?
Ou serei algum ladrão?
Se não sou um delinquente
Mim diga aí seu demente
Por que estou na prisão?
II
Existem organizações
Pra cuidar dos animais,
Mas permite uma licença
Veja só o que se faz
Você paga um tostão
O bicho vai pra prisão
Não se solta nunca mais.
III
Não há motivo qualquer
Que possa justificar
Tirar nossa liberdade
Que a natureza nos dá
É uma grande covardia
Praticada dia a dia
Quando isso vai parar?
IV
Ninguém por preço nenhum
Quer que viver engaiolado
Até mesmo um criminoso
Contrata um advogado
Pra fazer sua defesa
E às vezes com sutileza
Ele solta um culpado.
V
“Coloque-se” em nosso lugar
Use sua consciência
Fique preso numa gaiola
Faça uma experiência
Pra burrice tem limite
Por que você não admite
Essa sua incoerência?
VI
O pássaro vive feliz
Em seu habitat natural
Os homens ignorantes
Que gostam de fazer mal
Tira sua liberdade
E esta imbecilidade
Eles acham que é normal.
VII
Se eu fosse funcionário
Da defesa ambiental
Ficaria muito triste
Por ver como é natural
O crime que é praticado
Como está sendo depredado
O nosso reino animal.
VIII
Oh! Como seria bom
Que o homem se ligasse
Respeitasse a diferença
Que existe em outra classe
Depredar a natureza
É uma indelicadeza
Seria bom que mudasse

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