Carnaval – Surgimento do Trio-elétrico

22 02 2009

Dupla DDD em trio-elétrico no II Vou Louvar, um dos muitos eventos com a Dupla!

Dupla DDD em trio-elétrico no II Vou Louvar, um dos muitos eventos com a Dupla!


O trio-elétrico é a “criação” mais nova do Carnaval brasileiro. Ele surgiu em 1950, quando os músicos baianos Dodô e Osmar, conhecidos como “dupla elétrica”, equiparam um capenga Ford 29 com dois alto-falantes e saíram tocando pelas ruas de Salvador. Foi um sucesso. No ano seguinte, o Ford foi trocado por uma picape e a dupla convidou Themístocles Aragão para compor, agora sim, um “trio elétrico”

Daí a gente não perde a oporutunidade de aproveitar dessa invenção para evangelizar. Vários foram os eventos onde a gente promoveu verdadeiros arrastões pelas ruas das cidades fazendo uma demonstração pública de nossa fé.

Se o pessoal pode dizer que se alegra atrás de um trio elétrico, por que a gente não pode dizer que é feliz de verdade com a presença especial de Jesus no meio de nós seguindo um mesmo equipamento?

É tem muito mais eventos com trio-elétrico ainda esse ano. Aguardem!

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Carnaval – Brincadeira portuguesa, com certeza

21 02 2009

Pois é povo de Deus, a gente está no dia de hoje em Portugal participando de um retiro de carnaval pra Juventude e logo mais a noite faremos um show especial por aqui, terra que exportou o carnaval brasileiro.

Vai dizer que você não sabia?

Em seus primórdios, no século 17, o Carnaval do Brasil não tinha música nem dança, brincava-se o entrudo, herança da colonização portuguesa. É daí que veio o costume das “guerras de água”. Mas a artilharia daqueles tempos muitas vezes era mais pesada, com direito não só a baldes e latas d’água, como também a lama, laranjas, ovos e limões-de-cheiro – pequenas bolinhas de cera fina recheadas com água e outras substâncias…

O pior de tudo é que em algumas cidades do interior a gente ainda vê essas coisas, e também com ovos podres e mais coisas nojentas.

Vamos ter cuidado né gente porque isso pode dar uma confusão que valha-nos Deus!





Carnaval – Com o bloco na rua (do Rio)

20 02 2009

Os blocos carnavalescos surgiram em meados do século 19. O primeiro de que se tem notícia é creditado ao sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates, o Zé Pereira. Em 1846, ele saiu pelas ruas do Rio de Janeiro tocando um bumbo. A balbúrdia atraiu a atenção de outros foliões, que foram se juntando ao músico solitário.

É por isso que se comemora o sábado de Zé Pereira, que abre o período carnavalesco em memória ao responsável pelo primeiro bloco!!!





Como surgiram o confete e a serpentina?

19 02 2009

Essas “armas” da folia carnavalesca já eram usadas na metade do século 19 nos bailes de máscara em vários países da Europa. No Brasil, elas apareceram um pouco mais tarde, por volta da década de 1890.

O confete chegou ao Rio de Janeiro junto com o costume dos corsos – carros decorados, também importados da tradição européia, que desfilavam carregados de foliões. Na época, o confete e o corso foram comemorados pelos jornais como símbolos de civilização. Também, pudera: nos primeiros tempos do nosso Carnaval, as brincadeiras eram inspiradas no entrudo, uma folia herdada de Portugal que envolvia água, lama e outras nojeiras.

Nesse sentido, as batalhas de confetes eram muito mais limpas e inofensivas. A mesma coisa vale para as serpentinas. Elas também surgiram mais ou menos na mesma época, inspiradas pelas chamadas “bolas carnavalescas”, que estrearam no Carnaval de 1878.
“Algumas dessas bolas eram de papel de seda e se desfaziam ao serem jogadas”, afirma a historiadora Rachel Soihet no livro A Subversão pelo Riso.





Carnaval – Abram alas para um ritmo carioca

19 02 2009

As marchinhas carnavalescas deram o tom da festa entre as décadas de 1930 e 1950. Mas o ritmo surgiu ainda no final do século 19. “Ó Abre Alas” é considerada a primeira canção escrita especialmente para um bloco de Carnaval. A “música para dançar” foi composta pela maestrina Chiquinha Gonzaga (foto), em 1899, para o bloco carnavalesco Rosa de Ouro, do Andaraí, no Rio de Janeiro.

Em todo o país os cristãos também pedem passagem para os retiros e eventos que acontecem em paralelo aos dias de folia. Estes por sua vez não estão isentos de marchinhas, canções e momentos de animação no ritmo do carnaval. A diferença se dá na ausência de drogas, álcool e também pela presença de momentos intensos de oração e louvor em sua programação.





QUAL É A ORIGEM DO CARNAVAL?

17 02 2009

Ele é uma herança de várias comemorações realizadas na Antiguidade por povos como os egípcios, hebreus, gregos e romanos. Esses festejos pagãos serviam para celebrar grandes colheitas e principalmente louvar divindades. É provável que as mais importantes festas ancestrais do Carnaval tenham sido as “saturnais”, realizadas na Roma antiga em exaltação a Saturno, deus da agricultura. Na época dessa celebração, as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam pelas ruas.

Havia até mesmo uma espécie de “bisavô” dos atuais carros alegóricos. Eles levavam homens e mulheres nus e eram chamados de carrum navalis, algo como “carro naval”, pois tinham formato semelhante a navios. Alguns pesquisadores enxergam aí a origem da palavra carnaval. A maior parte dos especialistas, porém, acha que o termo vem de outra expressão latina: carnem levare, que significa “retirar ou ficar livre da carne”.

Isso porque, já na Idade Média, essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica, passando a marcar os últimos dias de “liberdade” antes das restrições impostas pela Quaresma. Nesse período de penitência para os cristãos (durante os 40 dias antes da Páscoa), o consumo de carne era proibido. A variação da data do Carnaval no calendário se deve justamente à ligação direta com a Páscoa – que, no hemisfério sul, sempre acontece no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono.

Determinada a data do feriado cristão, basta retroceder 46 dias no calendário (40 da Quaresma mais seis da Semana Santa) para se chegar à Quarta-Feira de Cinzas. A comemoração do Carnaval adquiriu diferentes formas nos países católicos que mantiveram a celebração. No Brasil, foi grande a influência do “entrudo”, uma folia feita em Portugal, onde eram comuns as brincadeiras com água.

Fonte: Revista Mundo Estranho – Ed. abril
Livros:
Carnaval, Rachel Valença, Editora Abril, 2003
Carnaval – Seis Milênios de História, Hiram Araújo, Editora Gryphus, 2003